Os maiores desafios no reforço de equipas IT (e porque é que demoram mais do que deviam)
Decidir reforçar a equipa IT é uma coisa. Conseguir fazê-lo a tempo de fazer diferença é outra completamente diferente.
Na prática, o processo de reforço de equipas IT esbarra em obstáculos que se repetem de empresa para empresa, independentemente do setor ou da dimensão. E o resultado é quase sempre o mesmo: o processo demora mais do que o previsto, os projetos esperam e as equipas existentes absorvem uma pressão que não deveriam ter de aguentar sozinhas.
Conhecer estes desafios não os resolve por si só, mas é o ponto de partida para perceber porque é que escalar internamente raramente é a solução mais rápida.
O tempo de resposta no reforço de equipas IT: o problema que ninguém controla
Um processo de recrutamento IT demora, em média, vários meses. Publicação da vaga, triagem de candidaturas, entrevistas, proposta, negociação, aviso, integração. Cada passo tem o seu tempo, e esses tempos somam-se rapidamente.
O problema é que o mercado tecnológico não espera. Um bom candidato que entra num processo de recrutamento hoje raramente está ainda disponível três meses depois. Os perfis mais qualificados recebem múltiplas abordagens em simultâneo e tomam decisões rapidamente. Chegar atrasado a uma proposta, mesmo que seja boa, é uma situação completamente normal no mercado IT, e custa caro a quem recruta.
Para as empresas que precisam de reforçar equipas IT com urgência, esta realidade é frustrante. A necessidade existe agora, mas o processo de resposta tem um ritmo próprio que é difícil de acelerar sem comprometer a qualidade.
A especialização técnica como filtro no reforço de equipas IT
Há uma ideia que aparece frequentemente quando se fala de reforço de equipas IT: “há muitos developers no mercado.” E é verdade, mas é uma verdade enganosa.
O mercado IT é vasto, mas extremamente fragmentado. Não basta encontrar alguém que saiba programar. É preciso encontrar alguém com experiência num stack tecnológico específico, num tipo de projeto concreto, com o nível de senioridade adequado e, muitas vezes, com disponibilidade para o modelo de trabalho que o projeto exige.
Cada um destes filtros reduz o universo de candidatos disponíveis. Reforçar a equipa IT developer React com experiência em projetos de e-commerce de grande escala e disponibilidade imediata para trabalho híbrido em Lisboa não é o mesmo que com “um developer” e o processo de o encontrar tem uma dificuldade completamente diferente.
Esta fragmentação é um dos fatores que mais contribui para o atraso no reforço de equipas IT. A especialização necessária simplesmente não é compatível com um processo de recrutamento genérico.
O risco de contratar alguém que não encaixa: o custo invisível do reforço de equipas IT
Mesmo quando o processo corre dentro do tempo previsto e o perfil técnico está alinhado, há um risco que tende a ser subestimado: contratar alguém que tecnicamente passa, mas não encaixa no projeto ou na equipa.
Acontece com mais frequência do que as empresas gostam de admitir. A entrevista técnica correu bem, as referências eram positivas, mas após algumas semanas no projeto torna-se claro que a pessoa não se integra na forma de trabalhar da equipa, não se adapta ao ritmo do projeto ou simplesmente não se sente motivada pelo contexto em que está.
O custo desta situação raramente aparece em nenhum relatório, mas é real. O tempo investido no processo de seleção, o período de integração, o impacto na equipa, o atraso adicional causado pela saída e o reinício de todo o processo, tudo isto representa um custo significativo, tanto em tempo como em dinheiro.
No reforço de equipas IT, encontrar o perfil técnico certo é apenas metade do trabalho. A outra metade é garantir que essa pessoa se encaixa no contexto específico onde vai trabalhar.
Escalar uma equipa IT internamente é mais lento e incerto do que parece
Os desafios do reforço de equipas IT (o tempo de resposta, a especialização técnica e o risco de fit) não são problemas novos, as empresas lidam com eles há anos. O que mudou é a velocidade a que o mercado se move e a pressão que isso coloca sobre os projetos e as equipas.
Escalar uma equipa IT internamente continua a ser possível, mas poucas vezes é a opção mais rápida. E quando há projetos à espera e equipas sobrecarregadas, a velocidade importa tanto quanto a qualidade.
Perceber estes desafios é o primeiro passo, o segundo é encontrar uma forma de os contornar.